A família de Jonathan Luiz Campagna, de 8 anos, que morreu em janeiro vítima de febre maculosa em Araras (SP), registrou boletim de ocorrência e solicitou a abertura de investigação sobre o atendimento recebido na rede de saúde do município. Segundo entrevista da família realizada pela EPTV, a criança teria sido atendida cinco vezes na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Belvedere, administrada pela São Leopoldo Mandic, recebendo diagnósticos diferentes a cada consulta antes da confirmação da doença.
De acordo com o advogado da família, Marcelo Figueiredo, entre os diagnósticos apontados estavam febre viral, amigdalite e até outras hipóteses que não consideraram inicialmente a febre maculosa. Apenas no dia 13 de janeiro, um dia antes da morte do menino, houve a suspeita da doença, quando Jonathan foi internado na Santa Casa e passaram a ser adotados os protocolos adequados. A família questiona a demora na identificação do quadro e possíveis falhas nos procedimentos adotados.
Em nota, a São Leopoldo Mandic lamentou a morte da criança e informou que o atendimento seguiu os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Estadual de Saúde. A instituição afirmou ainda que o caso passou por apuração interna, conforme normas da Anvisa e do Conselho Federal de Medicina. Jonathan morava na Vila Dona Rosa Zurita, região com áreas consideradas de risco para a proliferação do carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa, doença grave que pode levar à morte se não tratada rapidamente.
